Ask the Expert - Born to be Global

Jerry Yang (Hardware Club), Diana Saraceni (Panàkes Partners),  Markus Grundmann (Senovo Capital)

(English version)

 

NASCER PARA SER GLOBAL

Criar e escalar um negócio global é crucial para que uma startup tenha um crescimento rápido. No 5th International Investors Forum, as startups participadas pela Portugal Ventures tiveram a oportunidade de se apresentar a investidores e corporations internacionais, aprendendo com as suas visões experientes e com as melhores práticas. A Portugal Ventures falou com Markus Grundmann (Senovo Capital), Jerry Yang (Hardware Club) e Diana Saraceni (Panàkes Partners) sobre vários temas que importa refletir no futuro e ambição de uma startup ser e crescer global.

O papel do investidor no setor de Life Sciences

Diana Saraceni, Co-Founder & General Partner da Panàkes Partners, com mais de 15 anos de experiência em Venture Capital e vários investimentos em empresas de life sciences por toda a Europa, falou-nos sobre o papel de um investidor num setor tão específico e com características tão particulares como este. Segundo Diana, as startups europeias de medtech conseguiram cerca de 20% do investimento realizado neste setor: “dos 3 milhões investidos em life sciences, 20% foram investidos em medtech, o setor em que a Europa tem uma clara vantagem devido ao seu background científico.” Para Diana, o investidor assume papéis diferentes tendo em conta o estágio em que se encontra a startup: “quando a empresa está na fase seed, o mais importante é a contratação de recursos, o aconselhamento certo, os possíveis futuros investidores, sendo que a abordagem estratégica é sempre discutida com investidores.” Para as empresas em fase growth, o investidor assume outro papel: “nas rondas de investimento A, B, C, as empresas crescem e são apoiadas essencialmente pela equipa de gestão e o investidor torna-se menos relevante nas operações básicas, mas é evidente que contribuem com networking e com uma forte visão sobre as oportunidades de exit”.

Conselhos para Fundadores de Startups de Hardware

As empresas de hardware devem ter uma estratégia de “go-to-market” significativamente diferente das de software. Segundo Jerry Yang, General Partner no Hardware Club, a 1º Venture community que investe apenas em startups de hardware, “em primeiro lugar, os fabricantes não são vossos fornecedores, são vossos concorrentes e, como tal, têm de trabalhar estreitamente com eles para garantir os melhores interesses da vossa empresa e das deles também. Portanto, têm de pensar neles como sócios e não como alguém que podem substituir.” Jerry Yang deixa mais um conselho, “têm de se envolver com empresas IMS (as empresas IMS formam um grupo diversificado de empresas posicionadas com a dimensão, escala e alcance necessários para fornecerem soluções aos seus clientes através de fabrico à medida e desenvolvimento de produtos de marca própria) o mais cedo possível. Se as empresas IMS estão interessadas em falar convosco, então é isso que vocês devem fazer.”

Conselhos para Fundadores de Startups SaaS

Markus Grundman, partner na Senovo Capital, capital de risco que investe em empresas que atuam no mercado B2B SaaS, defende que estas devem focar-se nos objetivos tangíveis e procurar o tipo de clientes uniforme a quem possam apresentar a mesma proposta de valor: “os empreenderes B2B devem focar-se naquilo que querem alcançar e procurarem um tipo de cliente com a mesma proposta de valor, pitch, preços e canais de venda. Não devem tornar-se cada vez mais pequenos pois será mais difícil angariar clientes, devem expandir-se internacionalmente para que tenham um pitch mais homogéneo e escalável”.

BORN TO BE GLOBAL

Creating and scaling a global business is crucial for a startup to grow fast. At the 5th International Investors Forum, the startups in which Portugal Ventures invests had the opportunity to introduce themselves to international investors and corporations, learning from their experienced visions and best practices. Portugal Ventures talked with Markus Grundmann (Senovo Capital), Jerry Yang (Hardware Club) and Diana Saraceni (Panàkes Partners) about several topics that should be reflected in the future and ambition of a startup to be global and grow globally.

The role of the investor in the Life Sciences sector

Diana Saraceni, Co-Founder & General Partner of Panàkes Partners, with more than 15 years of experience in Venture Capital and several investments in life sciences companies throughout Europe, talked with us about the role of the investor in such a specific sector and with characteristics as unique as this one. According to Diana, European medtech startups got about 20% of the investment made in this sector: “of the 3 million invested in life sciences, 20% was invested in medtech, the sector where Europe has a clear advantage because of the scientific background”. Diana says that the investor takes on different roles according to the stage in which the startup is: “when the company is at the seed stage it’s all about hiring, about getting the right advice on board, future investors and the strategic approach is always discussed with the investors.” For companies at the growth stage, the investor takes on another role: “throughout round A, B, C, the companies grow and become more and more supported mainly by the management team and the investor becomes less relevant on the very basically operations, but of course they bring network and a strong vision on the exit opportunities”.

Advice for Hardware Startup Founders

Hardware companies must have a “go-to-market” strategy that is significantly different from that of software companies. According to Jerry Yang, General Partner at Hardware Club, the first Venture community that invests only in hardware startups, “first, manufacturers are not your suppliers, they are your competitors, so you have to work with them closely to ensure the best interests of your company and their company as well. So, you have to think about them as partners, they’re not someone you can just switch.”Jerry Yang gives another piece of advice, “you have to engage with IMS companies (IMS Companies is a diversified group of companies positioned with the size, scale and reach necessary to provide their customers with solutions through custom manufacturing and development of proprietary products) as early as possible. If IMS companies are interested in talking to you, you should do it.“

Advice for SaaS Startup Founders

Markus Grundman, partner at Senovo Capital, a venture capital that invests in companies operating in the B2B SaaS market, argues that they should focus on tangible goals and look for the uniform type of customers to whom they can present the same value proposition: “B2B entrepreneurs need to be focused on what they want to achieve and go after one type of customers with the same proposition, pitch and the same pricing and sales channel, they wouldn’t be focused on getting smaller and smaller and it will be more difficult to close customers tan to expand internationally so you have one homogeneous and scalable pitch”.