Ceo Challenge - Daniela Seixas, CEO Tonic App

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Daniela Seixas - CEO Tonic App

(English version)

 

Os conceitos de minimum viable product (MVP) e de lean startup realçam a importância de se desenvolver um produto que tenha apenas as funcionalidades mínimas necessárias que permitam testar hipóteses formuladas sobre o mesmo. E porque é que isto é importante? Porque permite à startup ser eficiente no modo como gasta os seus recursos mais valiosos: tempo, capital humano e dinheiro, e, por outro lado, manter máxima flexibilidade, para o caso de ser necessário um ou vários pivots.

A Tonic App é a aplicação móvel que ajuda os médicos a diagnosticar e a tratar os seus doentes ao agregar todos os recursos úteis para a sua prática clínica. Na Tonic App não tivemos um, mas vários MVPs. O nosso primeiro conjunto de MVPs, foi necessariamente o mais rudimentar: era literalmente dois grupos de médicos no WhatsApp, um com médicos de várias especialidades, e outro com médicos de apenas uma especialidade. Com estas experiências testamos quantitativamente o número de interações entre os médicos por período de tempo e estudamos qualitativamente os casos de uso. Estes primeiros MVPs, juntamente com landing pages, questionários, focus groups e outros, foram fundamentais para quantificarmos tração antes de desenvolvermos a aplicação e assegurarmos investimento com a Portugal Ventures. Foram ainda responsáveis por um dos nossos pivots: um customer segment pivot; a Tonic App, em vez de ser desenvolvida apenas para uma especialidade médica, passou a ser a aplicação de todos os médicos.

O segundo MVP, bem mais evoluído, já sob a forma de uma app Android que divulgamos entre os nossos potenciais utilizadores e que ainda me deixava “envergonhada”, deu-nos a saber que conseguíamos adquirir e ativar utilizadores médicos. Focamo-nos na principal funcionalidade da Tonic App, a comunicação segura de casos clínicos. Mas a história dos nossos MVPs não fica por aqui. Este segundo MVP desencadeou um segundo pivot: um pivot zoom-out, porque percebemos que se agregássemos todos os recursos úteis para os médicos numa só app, em vez de crescermos apenas com uma funcionalidade core, poderíamos adquirir, ativar, e sobretudo reter, mais médicos ainda.

Deixo uma última nota. Hoje em dia, os utilizadores de software têm experiências incríveis dada a evolução que têm tido, não apenas quanto a funcionalidades, mas também em UI / UX. É da minha experiência como empreendedora que os produtos de software em MVP não devem ser tão lean como advogam alguns opinion-makers e livros do meio, porque os utilizadores atuais são exigentes. Na Tonic App apostamos desde cedo também no design e usabilidade e em comunicar de forma inovadora para o sector da saúde, e isso sem dúvida faz parte do nosso sucesso.

The concepts of minimum viable product (MVP) and lean startup highlight the importance of developing  a product that has the minimum features needed to test the assumptions made about it. But why does this matter? Because it allows a startup to efficiently use its most valuable resources: time, human capital and funds, and, on the other and, gives it maximum flexibility should it need to pivot once or twice.

Tonic App is a mobile app that helps doctors diagnose and treat their patients by aggregating all resources that are useful to their practice. At Tonic App, we had more than one MVP. Our first set of MVPs was, of course, rudimentary: it was literally two groups of doctors on WhatsApp. One group with doctors of various specialities , and another with doctors of only one speciality. With these experiments, we quantitatively tested the number of interactions between doctors over a period of time and qualitatively studied usage. The first MVPs, together with landing pages, surveys, focus groups and other studies were key for us to quantify traction prior to developing the app and securing investment from Portugal Ventures. They also resulted in one of our pivots: a customer segment pivot. Instead of being developed for only one medical speciality, Tonic App became an app for all doctors.

The second more evolved MVP, designed as an Android app which we rolled out among our potential users and of which I am still a little “embarrassed”, confirmed that we were able to attract and activate our target audience - doctors. So, we focused on Tonic App’s main feature, secure communication of clinical cases. But our MVP journey doesn’t end there. The second MVP triggered a second pivot: a zoom-out pivot, because we realised that if we combined all resources that were useful to doctors into a single app, instead of focusing on a single core feature, then we could attract, activate and, more importantly, retain, more doctors.

I’ll leave you with one last thought. Today, software users have amazing experiences given all the technological advancements, not only when it comes to features, but UI/UX  as well. In my experience as an entrepreneur, I believe MVP software products shouldn’t be lean, as some opinion-makers and industry literature advocate, because today’s users want more. At Tonic App, we also invested in design and usability early on, as well as in innovative medical communication and it has undoubtedly contributed to our success