CEO Challenge

Pedro Moura, Co-Founder & Executive Partner @Mapidea

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Equipa Mapidea

Quando faltam menos de 5 dias para terminar o prazo para candidaturas à 1ª edição da Call for MVP, rematamos com mais um testemunho de uma startup do nosso portfólio que iniciou o seu caminho com a criação de um mínimo produto viável.
Para inspiração dos nossos leitores, Pedro Moura, Co-Founder e Executive Partner da Mapidea, conta-nos quais foram as dificuldades que enfrentaram na produção do MVP, as vantagens que encontraram em testar o produto junto de potenciais clientes e quais os erros que não voltariam a cometer neste processo.

Quais são as grandes dificuldades que se enfrenta quando se avançar com a produção de um MVP?

A incerteza sobre o que deve ser a proposta única de valor, o que por sua vez se materializa nas opções sobre as especificações iniciais do MVP. Ou seja, o que é ‘minimum viable’ em termos de produto nessa fase. Esta incerteza provoca muitas vezes uma paralisia que atrasa imenso a realização dos MVPs, pondo por vezes em causa o próprio início do projeto de uma startup.

E as vantagens?

Precisamente o forçar à saída da incerteza que refiro acima. O MVP não é um fim, é somente um princípio, e deve sempre ser encarado como tal. Mais vale uma má decisão tomada que uma excelente decisão que nunca acaba por ser tomada.

De que forma o feedback do mercado é importante para a finalização do produto e consequentemente a venda do mesmo no mercado?

Fundamental. Muitas vezes constroem-se MVP que nunca vêm os clientes (potenciais ou não), ficando somente como objetos de discussão interna entre a equipa da startup. Aliás, um MVP deve idealmente ser construído com a participação (mesmo que indireta) de potenciais clientes.

No caso da Mapidea, o que consideram que foi mais relevante na criação do MVP e quais os erros que cometeram e que não voltariam a fazer?

No nosso caso o MVP já vinha de uma experiência grande (da nossa vida anterior de consultoria a desenvolver sistemas similares para grandes empresas) o que nos deu um headstart muito relevante, mesmo do ponto de vista de pré-validação de mercado para o nosso produto. Esse foi o fator mais relevante para nós nessa fase. Mesmo assim cometeram-se erros. Diria que o principal engano numa fase inicial terá sido não termos envolvido tantos (potenciais) clientes como poderíamos ter feito, o que teria ajudado não só ao limiar das especificações funcionais do MVP, como às próprias vendas no seguimento do mesmo.

With less than 5 days to go before the deadline for submissions to the 1st Call for MVP, we wind up the month with another testimonial from one of our portfolio startups, which began its journey by creating a minimum viable product.

To inspire our readers, Pedro Mouraco-founder and Executive Partner of Mapidea, shares the difficulties the company faced in creating the MVP, the benefits of testing the product with potential customers and the pitfalls they’d make sure to avoid in the process.

What are the major challenges one faces when committing to creating an MVP?

Uncertainty about what the unique value proposition should be, which, in turn, is embodied in the options for the MVP’s initial specifications. In other words, what is ‘minimum viable’ when it comes to product at that stage.  This uncertainty often leads to stagnation, which significantly delays the development of MVPs and sometimes can even jeopardise the kick off of a startup project.

And the benefits?

Precisely pushing yourself to work through the uncertainty I mentioned before. An MVP isn’t a goal. It’s just a stepping stone and should be seen as such. It’s better to make a bad decision than keep from taking an excellent decision.

Does market feedback matter for product completion and the subsequent sale of the product?

It is essential. MVPs are often built only to never reach customers (potential or otherwise), ending up topics of internal discussion among the startup team. In fact, ideally, an MVP should be built with the participation of potential customers, even if just indirectly.

For Mapidea, what was most decisive in creating the MVP? What mistakes were made and which would you avoid making again?

In our case, the MVP came from our experience in our previous life as a consulting company in the development of similar systems for large companies, which gave us a significant head start, including from a market pre-validation perspective for our product. This was the most significant factor for us during that stage. And even so, we still made mistakes. I would say that our biggest mistake in the beginning was that we neglected to engage as many (potential) customers as we could have, which would have helped us not only to outline the functional specifications of the MVP, but with subsequent sales as well.