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Miguel Fontes, Diretor Executivo Startup Lisboa

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Quais são as oportunidades de negócio no sector do turismo que vê com maior potencial nesta fase em Portugal?

A Startup Lisboa acabou de promover, com o apoio do Turismo de Portugal, um programa de aceleração para novos negócios não só na área da restauração (com novos conceitos) como para novas ideias de negócio de carácter tecnológico que tenham por objecto desenvolver soluções para o sector da restauração. Não apenas só de comunicação, promoção e reservas, mas também para resolver problemas da própria operação (gestão de stocks, gestão de pessoas, processos de relação com fornecedores, processos relativos a segurança e higiene alimentar). 

Sabendo que este sector tem tido um forte desenvolvimento também por causa da forte dinâmica turística que temos vivido, permitindo criar propostas para mercados mais diversificados, não podia deixar de ver nesta área uma oportunidade. Paralelamente, tudo o que permita melhorar e reforçar a experiência do turista é gerador de boas oportunidades de negócio. 

Estamos com um crescimento extraordinário do turismo, há uma enorme oportunidade – apostando em negócios escaláveis – que vão ao encontro deste novo paradigma. É uma actividade que não para de crescer. Há toda uma cadeia de valor que pode e deve ser vista no âmbito de projectos da economia digital. Projectos esses que vão desde a preparação da viagem à própria experiência do consumidor, até à avaliação e recomendação, passando também pelo desenvolvimento de estratégias de fidelização

Se tivesse de destacar um o sector, destacaria o sector hoteleiro, que se encontra pleno de oportunidades para abraçar novos conceitos digitais.

Considera que o capital de risco é também importante para o sector do turismo? Porquê?

Sim, claro, especialmente se estamos a falar de negócios do digital, em que o objectivo é resolver e responder a problemas que ainda não são eficientemente resolvidos e que carecem de inovação. Depois de provarem o seu conceito, estas stratups têm alto potencial e estão inevitavelmente dependentes do acesso a capital de risco. Este é, pois, o único que compreende e fala esta linguagem e que está preparado para lidar com modelos de negócio altamente inovadores (por isso incertos) mas também altamente escaláveis e consequentemente como uma perspetiva de enorme valorização financeira futura.

De que forma a Call For Tourism da Portugal Ventures complementa os instrumentos de financiamento que que já existem no mercado para os projetos turísticos tech e non tech?

Tudo o que multiplique as oportunidades de financiamento para quem está a necessitar dele, é bem-vindo. Para além disso, o facto de ser uma call direcionada a um vertical específico aumenta exponencialmente as possibilidades de sucesso na captação de investimento para quem esteja a criar projectos nesta área.

What business opportunities are there in the Tourism sector at the moment in Portugal that you believe have with the greatest potential?

Startup Lisbon, together with Turismo de Portugal, recently launched an acceleration programme for both new businesses in the catering and restaurant sector (with new concepts) and for new technology business ideas aimed at developing solutions for this sector. And not just for communication, promotion and bookings, but to help solve operational problems as well (inventory management, people management, supplier relationship management and food health and safety processes). 

And because this sector has also been growing quite significantly due to the recent boom in tourism, which has driven the creation of offerings for more diversified markets, there is, of course, an opportunity in this segment. At the same time, everything that contributes to improving and enhancing the tourist experience creates good business opportunities. 

We are seeing extraordinary growth in tourism and there is a huge opportunity to invest in scalable businesses, which are in line with this new paradigm. It’s an activity that is continuously expanding. There is an entire value chain that can and should be considered in digital economy projects. These projects range from planning trips to the consumer experience, including assessment and recommendation, as well as developing loyalty strategies.

If I had to single out a sector, it would be hospitality, which is full of opportunities to embrace new digital concepts.

Do you believe venture capital is also important for the Tourism sector? Why?

Yes, of course, especially when we’re talking about digital businesses which aim at solving and addressing problems that haven’t been effectively resolved and which lack innovation. Following proof of concept, these startups have high potential and inevitably rely on access to venture capital. This is, thus, the only instrument that talks the talk and which is prepared to handle highly innovative business models (and, therefore, uncertain) and which are also highly scalable and, subsequently, have prospects for significant future financial valuation.

How does Portugal Ventures’ Call for Tourism complement financial instruments available on the market for tech and non-tech-based tourism projects?

Everything that multiplies financing opportunities for people who need funding is welcome. And the fact that it’s a Call for a specific vertical exponentially increases the possibility of successfully attracting investment for people creating projects in the sector.