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Pedro Machado, Presidente da Entidade Regional do Turismo do Centro e da Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal

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Quais são as áreas no setor do Turismo que, na sua opinião, carecem de mais inovação?

O Turismo é um setor em permanente evolução e que se tem sabido adaptar, como poucos, à economia digital. O conceito de inovação está, pois, presente no ADN das empresas de Turismo, que demonstram ter a capacidade de, a todo o momento, inovarem a sua estrutura e os seus procedimentos, para se adaptarem aos fatores que influenciam a sua atividade. Hotéis, agências de viagens, companhias aéreas e outras empresas do setor foram alguns dos pioneiros da internet, adivinhando desde o início a revolução que se avizinhava nos hábitos de consumo. Esta é, de facto, uma atividade que assimila facilmente e de forma rápida tudo o que é inovador, de forma a poder contemplar os seus clientes – os nossos visitantes – de soluções e respostas adaptadas às suas necessidades, que estão em permanentemente evolução. Até porque o turista de hoje não é o turista de há dez anos, nem o que será daqui a cinco anos. São visitantes cada vez mais informados e exigentes, que não esperam menos do que a excelência nos destinos que visitam. A capacidade de inovação dos nossos empresários é fundamental, em todas as áreas dos seus negócios.

 Que tipo de projetos de dinamização turística são necessários para a região do Centro?

O Centro de Portugal registou um forte crescimento entre 2013 e 2017, evidente em todas as variáveis estatísticas estudadas pelo INE. Em particular, as dormidas cresceram acima da média nacional nos últimos três anos. No entanto, a região evidencia ainda fragilidades, quando comparada com destinos turísticos mais maduros. Projetos de dinamização turística que tenham como objetivo esbater essas fragilidades têm, na nossa opinião, grande potencial. Essas fragilidades consistem num RevPar (receita por quarto disponível) ainda reduzido; numa taxa de ocupação e estada média ainda aquém da média nacional; e na sazonalidade turística, com fluxos de visitantes que não são idênticos durante todo o ano. Uma das prioridades da região terá de passar pela disponibilização de serviços e experiências inovadoras, que tenham como intenção prolongar as estadas e combater a sazonalidade, fazendo aumentar o RevPar, e que, simultaneamente, sejam capazes de se articular com a oferta existente. Projetos de animação e dinamização turística que atuem neste contexto são absolutamente necessários.

In your opinion, which areas of the Tourism sector need to innovate more?

The Tourism sector is constantly changing and has been able to adapt, better than most, to the digital economy. That’s because innovation is in the DNA of tourism companies, which demonstrate their ability, at any given moment, to reinvent their structure and procedures, to adapt to factors that have an impact on their business. Hotels, travel agencies, airlines and other companies in the sector were some of the pioneers of the Internet, who knew from the start that it would revolutionise the way people shopped. It is, in fact, a sector that quickly and easily adopts everything that is innovative to deliver solutions and answers to customers – our visitors – tailored to their needs, which are constantly changing. Especially given that today’s tourist is very different from the tourists of ten years ago, and from the tourist of tomorrow. Visitors are increasingly more informed and demanding, and expect nothing less than the best from the destinations they choose. The capacity of our entrepreneurs to innovate is vital, in all of the areas in which they operate. 

What type of projects are needed to boost tourism in the Central Region of Portugal?

Central Portugal saw strong growth between 2013 and 2017, as demonstrated by all statistical variables studied by the National Institute of Statistics (INE). Overnight stays, in particular, recorded growth above the national average in the past three years. However, the region still has some shortcomings, compared to other more mature tourist destinations. In my opinion, projects to boost tourism aimed at addressing these shortcomings have the greatest potential. These shortcomings represent a low RevPAR (revenue per available room); an occupancy rate and average length of stay below the national average; and tourism seasonality, with visitor flows that vary throughout the year. One of the region’s priorities is to deliver innovative services and experiences aimed at extending stays and fighting seasonality, and increasing RevPAR, while combining the existing offering. Tourism entertainment projects and those aimed at boosting tourism that focus on this priority are definitely needed.