Fundo Azores Ventures, como funciona.

Por Helena Maio, Advisor do Board da Portugal Ventures

O Fundo de Capital de Risco Azores Ventures foi constituído em 2011, inicialmente sob a denominação de FIAIE – Fundo de Investimento de Apoio ao Empreendedorismo nos Açores,  tendo como objetivo ser um instrumento para o financiamento de startups em áreas consideradas estratégicas para a Região Autónoma dos Açores. O Fundo tem como objetivo prioritário a tomada de participações no capital de empresas em fase seed e startup, que desenvolvamprojetos ou iniciativas em áreas estratégicas para os Açores. O investimento ascende a um máximo de 200.000€ por participada. As participações no capital das empresas são minoritárias e temporárias e têm por objeto: i) empresas na fase inicial da sua vida (sem volume de negócios recorrente ao nível da atividade principal), que apresentem elevado potencial de valorização, através de projetos com carácter inovador; ii) empresas com projetos de investimento preferencialmente aprovados no âmbito dos sistemas de incentivo ao investimento da Região Autónoma dos Açores; iii) projetos que visem a exploração económica de bens transacionáveis de caráter inovador na Região Autónoma dos Açores; iv) projetos que promovam o reforço da capacidade de exportação da Região Autónoma dos Açores; v) projetos inovadores considerados estratégicos para a Região Autónoma dos Açores, designadamente nas áreas espacial e digital. De referir que, sempre que se realizar um exit com sucesso, o Fundo atribui aos Promotores 20% das mais-valias que lhe caberiam. Após uma fase inicial de investimento, a Portugal Ventures aceitou o desafio da SDEA para o relançamento deste Fundo, tendo sido alterada a sua denominação de FIAIE para Azores Ventures, desenvolveu uma tese de investimento ajustada às especificidades do ecossistema dos Açores, e trabalhou em estreita parceria com os participantes do fundo e com os parceiros de ignição regionais, dos quais destacamos a SDEA, o NONAGON, o TERINOV e a STARTUP ANGRA, o que se traduziu na concretização de novos investimentos.

O ano de 2019 foi de longe o ano mais intenso em termos de investimento, tendo sido aprovados 3 investimentos em startups promovidas por empreendedores Açoreanos e sediadas na Região Autónomas dos Açores, tendo no entanto como mercado alvo dos seus produtos o mercado internacional. A Cereal Games foi fundada em 2014 por Lázaro Raposo. É uma empresa que se dedica maioritariamente ao desenvolvimento de jogos sérios e educativos. Tem desenvolvido diversos jogos, recorrendo a tecnologias como Realidade Aumentada, dispositivos móveis e Internet of Things(IoT) para dar resposta a solicitações de autarquias, escolas, museus e centros de observação científica da Região. A Yara Pets, liderada por Dúnio Couto, é uma empresa de desenvolvimento e comercialização de produtos inovadores e patenteáveis para comercialização na área dos animais domésticos, sendo o seu enfoque atual uma inovadora e patenteada (Europa e EUA) caixa de areia para gatos. A Azores Touch fundada em 2016 por Sérgio Cota, tem como objetivo proporcionar a melhor experiência possível aos visitantes das ilhas Terceira e Graciosa, desde a sua chegada à partida. Têm como missão facilitar o acesso a todos os serviços e atividades disponíveis de forma a tornar a experiência ao turista inesquecível permitindo um contacto próximo com a natureza, cultura, história e habitantes.

Atualmente, a Portugal Ventures tem em carteira várias oportunidades de investimento e está a trabalhar em parceria com o Governo Regional dos Açores, o maior e principal investidor e Participante deste Fundo, representado pela SDEA – Sociedade de Desenvolvimento Empresarial dos Açores, para que seja possível a concretização das mesmas ainda este ano. Do nosso lado,  manifestamos a vontade e empenhamento da Portugal Ventures em aprofundar esta relação, em prol da dinamização do empreendedorismo e suporte financeiro a iniciativas empresariais (startups) promissoras da Região Autónoma dos Açores.